quarta-feira, 18 de maio de 2011

For Ian

Uma pausa nos posts mais 'sérios' no La Colméia. Esse poema eu fiz exatamente o ano passado quando completavam-se 30 anos sem Ian Curtis, eterno frontman do Joy Division. Particularmente eu gosto desse poema e apesar de não estar no contexto do blog, fica aqui a nossa homenagem (pois sei que todos que escrevem por aqui gostam de Joy Division). Valeuzão e até a próxima!

For Ian


You could have lived.

You could have hold your impulses and break the Isolation.

You could have lived another Twenty Four Hours.

You could have wasted your time with those Dead Souls.

You could have listened to The Sound Of Music just one more time.

You could have lived another three Decades.

But all you would have seen is the Disorder.

And the world breaking like Glass.

You would have seen a world on a constant Day Of The Lords.

A world afraid of exposing it's Failures.

So tonight we make this Ceremony.

We celebrate The Eternal you became.

We understand that the Atmosphere was too much for you.

We understand why Love Will Tear Us Apart.

IC.JD. 18/05/1980

segunda-feira, 9 de maio de 2011

Resenha - Thor


Thor é o primeiro filme do gênero adaptação de quadrinhos a chegar aos cinemas esse ano. Teremos ainda Capitão América - O Primeiro Vingador e Lanterna Verde fechando o ciclo quadrinhos em 2011. Para fazer esta resenha, é bom frisar o que a Marvel Studios tem como plano com seus últimos filmes lançados. Como visto nos dois primeiros Homem de Ferro e em Incrível Hulk, todos os filmes estão ligados preparando o terreno para um vindouro filme de uma das equipes de super-heróis mais famosas dos quadrinhos: Os Vingadores. Sabe-se então, que o diretor de Thor, Kenneth Branagh, não teve assim tanta liberdade criativa, pois seu filme teria de lidar com referências já propostas pelos antecessores da Marvel. É aí que tenho de dar os parabéns ao que foi feito.

A trama é simples. Thor é um ser de uma Asgard diferente daquela que temos retratada. No filme isso se deve pela percepção equivocada que nós, humanos, obtivemos desses seres que teoricamente são de uma dimensão diferente, mas que está interligada com nosso planeta. Essa Asgard confrontou-se com Os Gigantes de Gelo, que atacaram a Terra em algum momento e assim travaram um guerra sangrenta que acabou com a derrota dos Gigantes. Odin, o "Pai de Todos" de Asgard estabeleceu um acordo de trégua com seus inimigos. É com a história dessa batalha que Odin doutrina seus filhos Thor e Loki, para que um dos dois venha a ser seu substituto como rei de Asgard. Passam-se anos e Thor esta para suceder seu pai, mas no dia de sua posse ocorrem alguns problemas e o deus do trovão acaba por discutir e afrontar Odin, que acaba exilando Thor para que este aprenda sobre humildade. Tudo isso sendo um plano de seu irmão Loki, o deus das "traquinagem". É claro que o "campo de treinamento" de Thor acaba sendo a Terra. Mais precisamente numa cidadezinha do novo México.


Na primeira parte, somos apresentados a Asgard. Claro que trata-se de um lugar surreal, mas toda mitologia é baseada na lógica e percepção humana. Aqui temos um lugar que contém aspectos da nossa realidade, principalmente nos planos interiores. Porém, nos planos onde temos uma visão externa desse mundo novo, é tudo muito pouco empático. O que vemos são monumentos sem fim, mas sem calor humano. Apesar das cores vivas, o ambiente de Asgard é frio. Concreto demais. Somos apresentados ao seus representantes, aos guerreiros da corte, mas pouco se é dito sobre o seu povo. É certo que se o filme acontecesse apenas em Asgard, Kenneth Branagh teria aprofundado essa questão. Nota-se que há um ritmo natural nas cenas que se passam fora do plano terrestre. Mas infelizmente, esse não era o contexto do filme. Quando Thor vai para seu exílio, o filme perde seu ar épico e poético. Nada mais justo, pois estamos nos dias atuais e ainda por cima nos EUA. 

Na parte das atuações, Chris Hemsworth cai bem como Thor. A prepotência inicial do deus nórdico é nítida e bem natural. Uma atuação que surpreende também é a de Tom Hiddleston como Loki. É incrível como o ator expressa o malandro deus nos olhares. O olhar de cachorro abandonado engana muita gente mesmo e chegamos certa hora a ter pena do personagem Anthony Hopkins como Odin não há o que dizer. Hopkins sempre se dá bem em papéis que necessitam de uma intimidação tanto física quanto intelectual. Natalie Portman ainda arranca suspiros com sua beleza, mas dessa vez seu papel não é emblemático, porém cumprido de maneira competente. Não dava pra exigir muito da recém oscarizada. Existem outros personagens que parecem ter grande importância, mas que vão apagando-se durante a projeção. Parece novamente dicas do diretor para dizer que linha ele queria levar com Thor, mas não se esqueçam do início do post. Tudo tem que ser ligado no fim.



É certo que Thor serve de peão para o filme dos Vingadores. Isso fica claro com a chegada do personagem principal ao nosso planeta. A trama fica simples apoiando-se em melodrama romântico. O ritmo cai e apesar de ser baseado em mitologia nórdica, temos uma tragédia grega com toda a parte "catarsica". Apesar disso, não decepciona ou chateia. Quando tem que se fazer dois filmes em um, a chance de sair algo ruim é grande. Mas o diretor segura como pode e consegue dar graça ao que seria uma desgraça. O filme não é um marco, é bem medíocre. Medíocre sem ser ser ruim. Vale a diversão.

segunda-feira, 2 de maio de 2011

3 animações inspiradas no universo 8 bits

Eba, lá vem eu de novo com mais uma lista! Vamos lá, não tô muito afim de escrever e, juro, os vídeos dispensam qualquer introdução ou comentário. Não são novos, mas aposto que nem todos conhecem (eu pelo menos conheci eles não faz uma semana ---- atrasaaaaado, but!).

Espero que gostem :)

1 - A história do mundo e seu triste fim

Deixe de lado o mau-humor tipicamente ateu e se divirta com a história do mundo tal qual a Bíblia nos conta.



2 - Viagem

Animação feita com Lego e música 8 bits. Antes de assistir esse vídeo, recomenda-se não usar drogas (depois tá liberado, ok?!).



3 - O mundo 8 bitizado

Esse curta é incrível. Você vai ficar 2 minutos e meio pensando em como o Patrick Jean, diretor do vídeo, é um filho da p#*%$.



***

Conhece algum que não está nesta lista, mas é tão bom quanto (ou melhor que) estes? Bota nos comentários!

:P

domingo, 1 de maio de 2011

Zimmerman, seus Herdeiros e o Topo de 10 Melhores Covers de Dylan.

Vocês já escutaram a música “Knockin’ On Heaven’s Door” - Guns N’ Roses?
Já ouviram falar de Dylan ???
Realmente todo mundo já ouviu essa famosa música, querendo ou não, e são poucos aqueles que desconhecem Dylan.
Mas e Zimmerman??
Robert Allen Zimmerman nascido em maio de 1941 na cidade de Duluth, músico e compositor de sucesso que passou sua infância escrevendo e contemplando as canções pouco Pop na região de Minnesota (Naquela época o estilo de música gospel era o popular), mas muito tendenciosas para sua época, falamos do Blues e principalmente o Folk Music.
Essas paixões harmoniosas foram as suas primeiras inspirações para começar a dedicar a sua vida à arte musical, ouvindo o rádio escrevia poemas, canções e o que for que um garoto de 10 anos deseje escrever, até desenvolver um tino musical singular. Teve uma vida muito pretensiosa ao sucesso aprendendo violão e piano apenas imitando as músicas que ouvia, já em sua adolescência formou uma banda de blues que durou pouco tempo, pois trocou a guitarra pelo violão e o estilo folk. Foi motivado pelo som de Hank Willians, Little Richard, Johnnie Ray, Muddy Waters, Gene Vicent and the Blue Caps, John Jacob Niles, Odetta, Dave Van Ronk e em destaque Woody Guthrie,
criando então seu próprio estilo musical mesclando essas influências com seu próprio senso artístico.
O nome Zimmerman sequer chegou ao conhecimento do público, esse jovem talentoso de fato obteve muita fama, mas foi atendendo pelo nome artístico Bob Dylan que conquistou a sua própria geração (e todas as próximas), essa idéia era apenas uma referência impulsiva ao poeta galês Dylan Thomas. Um pseudônimo, o talento instrumental prodigioso, o caráter excêntrico, um chapéu, uma gaita de boca cromática, um violão e as composições introspectivas que evidenciavam uma visão crítica, todas essas características tornaram Bob Dylan um ícone na mídia e referência musical, e embora no início não tenha sido sua intenção ele foi um dos revolucionários da música protestante. Simplesmente cansado do cenário em que convivia cercado de guerras e conflitos sócio-políticos como movimentos feministas, o favoritismo aos negros e aos homossexuais, todos esses movimentos de direitos civis eram sustentados pelas suas músicas, juntamente com Joan Baez e Peter, Paul and Mary. Logo foi cercado de estudantes universitários que apoiavam sua música e o levavam como seu porta-voz, e como símbolo da insatisfação e da rebeldia.
Já chegou à escrever o livro “Tarântula”, fez desenhos no livro “Drawn Blank” e pinturas na exposição “The Drawn Blank Series”. Dylan foi um músico que escrevia, escrevia e escrevia praticamente cada momento de sua vida, cada experiência, refletindo assim nas suas letras o protesto, as reclamações, insatisfações e opiniões que amadureciam em sentimentos assim como seu autor. Afinal há várias fases diferentes para suas composições onde chegavam a ser mais particulares visando sua própria experiência, ou a fase cristã logo após seu divórcio de 77 passou a compor música Gospel.

Robert Allen Zimmerman, o Bob Dylan, hoje é uma lenda viva, este ano irá completar 70 anos de idade, com mais de 50 anos de carreira recebendo inúmeras homenagens, tributos e referências de seus diversos fãs.

  • O documentário “No Direction Home” (por Martin Scorsese) narra a carreira de Bob Dylan.
  • O filme “I’m Not There” conta com 6 intérprete de Dylan, Christian Bale (Batman Begins), Richard Gere (Uma Linda Mulher), Heath Ledger ( Batman: O cavaleiro das trevas), Julianne Moore (Magnolia), Cate Blanchett (O aviador) e Charlotte Gainsbourg (21 gramas) que retratam a vida do músico.
  • A banda Radiohead, faz uma breve referência à música “Subterranean Homesick Blues” com sua canção intitulada “Subterranean Homesick Alien” do álbum, OK Computer.
  • David Bowie, em 1971 escreve a uma canção para Dylan justamente a “Song For Bob Dylan”.
  • A HQ de Alan Moore, “Watchmen”, no capítulo X – “Two Riders were Approaching”, faz referência à canção "All Along The Watchtower".
  • A série japonesa Cowboy Bebop (por Shinichiro Watanabe) possui referências, no mangá com um dos capítulos intitulado “Like a Rolling Stone”, e um filme “Heaven’s Door”.
  • O Livro de Jonathan Lethem, “ A Fortaleza da Solidão”, Um dos personagens principais se chama Dylan Edbus.
  • A série Lost, (por Jack Bender, Stephen Willians, Tucker Gates e Paul A. Edwards) uma das cenas da 3ª temporada, possui uma referência ao vídeo “Subterranean Homesick Blues”.
  • O Livro infantil de Paul Rogers, “Forever Young”, referência à canção de mesmo título.
"O movimento foi ampliado por artistas 'folk' como uma filha novaiorquina de imigrantes e um jovem trovador de Minnesota, que souberam captar as dificuldades e as esperanças das pessoas que não eram governadas da mesma maneira, como apenas as canções podem fazer." (Barack Obama em referência à Joan Baez e Bob Dylan).


Muitas músicas de Dylan servem de trilha sonora para filmes e séries sem contar com as bandas e músicos covers espalhados pelos continentes. São cerca de 10 mil músicos, alguns de fama "restrita" apenas à sua região, outros mundialmente famosos, todos eles interpretando as centenas de composições, criando sua própria versão em Punk, Pop, Metal, Rap, Rock, Reggae, Português, Inglês, Japonês, Italiano... não havendo limites em nacionalidade nem em gêneros musicais. Esses covers acabam criando uma grande confusão, como o caso de "Knockin’ on Heaven’s Door", essa excelente composição teve um grande proveito para o Guns N’ Roses que criou sua própria versão de sucesso indubitável fazendo parte do repertório oficial da banda. Para esta música ainda também temos a versão de Eric Clapton, The Byrds,Grateful Dead, The Radiators, o brasileiro Zé Ramalho, Avril Lavigne, Sisters Of Mercy e U2 .
Outra canção com autoria abstrata é "All Along The Watchtower", interpretada principalmente por Hendrix, Allman Brothers Band, Dave Matthews Band, Pearl Jam e Neil Young.

  • Músicos mundialmente famosos como Bee Gees, Pink Floyd, Ramones, Alanis Morissette, Willie Nelson, Elvis Presley, Joe Cocker e Stevie Wonder, também possuem versões covers.
  • As bandas recordistas de covers de Dylan (praticamente ganham a vida com esses covers) são as americanas Ratdog, Jerry Band Garcia, Grateful Dead, The Radiators, Bob Walkenhorst, Max Creek, Cubensis, Yonder Mountain String Band, Tim O’Brien e o Alemão Michel Montecrossa.
  • Nas versões brasileiras, contamos com Engenheiros do Hawaii, Fagner, Renato Russo, Tribo de Jah, Caetano Veloso, além de um álbum de Zé Ramalho, “Zé Ramalho canta Bob Dylan.’
Sem um testamento legal e com apenas 20 anos de idade, Bob Dylan começou a deixar legados para cada apreciador de suas canções e para os músicos das próximas gerações que são tidos como os herdeiros de suas letras, seu estilo e sua atitude, estas sãos as suas heranças fora do testamento, que fazem refletir e inspiram à massa musical. Afinal, o que seria do Guns N’ Roses sem o Zimmerman.

São milhares de versões, que estão listadas no site dylancoveralbums.com

"Grave men, near death, who see with blinding sight
Blind eyes could blaze like meteors and be gay,
Rage, rage against the dying of the light.
"
- Dylan Thomas
(trecho de "Do not go gentle into that good night")



A Música ganhou as características da banda grunge de Seattle, assim como All Along The Watchtower, Forever Young, I Shall Be Released, e Times They Are A-Changin’.
(Masters Of War possui versões de Ben Harper, The Roots, Cher e Pete Seeger).

Parte da trilha sonora de I’m Not There, versão do vocalista e guitarrista Jim James e a banda Calexico que possui um instrumental cativante.
(Goin’ to Acapulco possui versões de Black Crowes e The Yoricks)

O talentoso compositor britânico Nick Drake escolheu uma música que se adéqua magistralmente ao seu estilo, assim como sua versão de Tomorrow is a Long Time.
(Don’t Think Twice it’s Alright possui versões de The Allman Brothers Band, Johnny cash, Eric Clapton, Indigo Girls , Elvis Presley, Peter,Paul And Mary, Odetta, Davey Graham, Cher, Joan Baez, Arnaldo Baptista e Zé ramalho)

Música trilha de I’m not there, a banda norte-americana conta com uma melodia de voz de os graves do contrabaixo. Sonic Youth também possui uma versão de Sitting On A Barbed Wire Fence.

Essa versão se torna mais agressiva na voz Zack de La Rocha e ao som da guitarra de Tom Morello, que extraem cada trecho da música como um manifesto.
(Maggie’s farm possui versões de The blues band, Grateful Dead, Richie Haven , The Last Waltz Ensemble, U2 e Muse).

5. The Swell Season & Liam - Forever Young


Os irlandeses Glen Hansard e Liam O Maonlai e a tcheca Markéta Irglová, interpretam uma linda versão de voz, piano e violão. The Swell Season, banda de Makéta e Glen, ainda possui cover de You Ain't Goin' Nowhere. Lembrando também que Glen Hansard e a banda The Frames, tem covers das músicas, You're A Big Girl Now, the Man In Me, Girl From The North Country e Oxford Town, vale a pena escutar todas... (A musica tem ainda tem versões com as bandas, The Pretenders, Johnny Cash Black crowes GarciaJerry Band, Grateful Dead e U2).

4. Richie Havens – Just Like A Woman


O músico americano já chegou a tocar na cerimônia de posse da presidência de Bill Clinton, o que posso dizer é: -"Vão procurar mais músicas dele!".
Ele interpreta diversas músicas de Dylan, como All Along the Watchtower, I Pity The Poor Immigrant, It's All Over Now, Baby Blue Lay Lady Lay, License To Kill, License To Kill, Times They Are A-Changin', Sad-Eyed Lady Of The Lowlands , e Tombstone Blues.

3. Rolling Stones - Like a Rolling Stone


Like a Rolling Stone “coverizada” pelo The Rolling Stones, lembrando que "Rollin' Stone" era uma música de Muddy Waters e foi inspirada nela que a banda auto intitulou-se The Rolling Stones , a música possui versões de Hendrix, Phil Lesh & Friends, Pink Floyd, REM, Ramalho, Zé, Al Stewart , Green Day, B.B King, Bob Marley, e Lenny Kravitz.

2. White Stripes - Love Sick


Particularmente considero essa versão até mesmo melhor do que a original, a dupla Norte-Americana Jack e Meg White criou uma atmosfera peculiar para essa canção assim como para Isis, Ballad Of Hollis Brown, It's Alright Ma, I'm Only Bleeding, One More Cup Of Coffee (Valley Below) e Outlaw Blues.

1. Jimi Hendrix - All along the Watchtower


Óbvio demais? Eu sei, mas é difícil tirar do primeiro lugar o influente Hendrix, considerado por muitos um dos melhores guitarristas ele guia a canção na versão onde uma lenda faz cover de outra lenda.
All Along The Watchtower ainda possui uma versão muito boa de Dave Matthews Band, na minha opinião a banda também soube interpretar muito bem a música.
Hendrix ainda tem versões de Can You Please Crawl Out Your Window?, Drifter's Escape, Like A Rolling Stone e Tears Of Rage.

quarta-feira, 20 de abril de 2011

Zangão Universitário - Trabalho de Sociologia

Um post um pouco diferente hoje. Não sei se muitos sabem, mas estou cursando jornalismo pela PUC- Campinas, começando esse ano mesmo. Este blog serve de treinamento e aprimoramento das técnicas escritas e críticas que vou aprendendo durante a passagem dessa vida. Abaixo, vocês podem conferir o trabalho que fiz para a matéria de sociologia onde o objetivo era fazer uma mistura de jornalismo com conceitos de um dos sociólogos de grande influência do pensamento moderno: Émile Durkheim. Para isso, criei personagens fictícios, uma revista fictícia e uma entrevista metafísica e...fictícia. Espero que gostem.

Entrevista com o sociólogo Emílio Marques (através do médium Carlos Xavier)

Sociólogo que cometeu suicídio há uma semana sem deixar explicações, fala à Plutões por meio de sessão espírita.

Como sabe, o compromisso da revista “Plutões” é buscar informações sejam suas fontes confiáveis ou não, deixando em aberto a interpretação de seu público. Nossa admiração pelo cientista social Emílio Marques nunca foi novidade para nossos leitores, quando publicávamos seus ensaios na coluna social (a primeira e verdadeira coluna social de um jornal). Seu suicídio foi uma surpresa para todos da redação, mas trouxe também um sentimento de indignação, pois Marques não deixou bilhete algum, justificando seu ato. Para sanar um pouco do sentimento indigno, partimos então para o campo não científico e esperamos que nossos queridos leitores entendam o propósito dessa sessão. Fomos até o interior do Espírito Santo, procurar o popular médium Carlos Xavier, especialista em incorporar os espíritos de suicidas. A polícia já utilizou algumas de suas transcrições para resolver casos antes tomados como homicídios, algo que causou polêmica entre a comunidade científica. Em um dos casos, Xavier mandou uma carta à polícia dizendo que um jovem havia cometido suicídio e que seu amigo estava sendo acusado injustamente do crime. Porém, logo comprovou-se que o amigo realmente havia assassinado o jovem. Xavier culpou a polícia por forçar a confissão do amigo para que suas transcrições fossem desmerecidas. Ficou no ar uma dúvida quanto o caráter de Xavier, mas não somos nós que vamos julga-lo aqui. Em sua casa humilde, na cidade de Boa Esperança, foi executada a sessão espírita. Segue abaixo a entrevista que o suposto Marques nos deu, através do famoso médium Carlos Xavier:

Revista Plutões: Pode nos dar uma garantia que você é Emílio Marques?
Xavier/Marques: Que tipo de garantia você precisa?
R.P.: Fale-nos a data de seu nascimento.
X/M: Vinte de fevereiro de mil novecentos e sessenta e dois.
R.P.: A data confere. Senhor Marques, poderia nos explicar os motivos que o levaram a cometer suicídio?
X/M: Foi obviamente por uma questão social. As normas sociais e seus direcionamentos governamentais não condiziam com as minhas aspirações em relação à formação de sociedade. Havia uma anomia social.
R.P.: Então, estas normas sociais desagradáveis ao seu ponto de vista, não estavam em seu controle?
X/M: Veja bem, se partirmos dos primórdios da sociologia, encontraremos as explicações de que fatos sociais,são totalmente exteriores ao indivíduo. Já estão ali quando este é colocado no mundo. Também são coerctivios, nos levando a entender o mundo de forma não genuína e pura, obrigando nossos atos. Fora a generalidade, onde  um evento se dissemina por toda sociedade. É uma luta injusta do ponto de vista do indivíduo.
R.P.: O indivíduo está a mercê da sociedade nesse caso?
X/M: Sim. Ao não compactuar com os ideais sociais seu distanciamento torna-se inevitável e fatal.
R.P.: É como um organismo não desejado, uma anomalia mesmo?
X/M: Exato. As nossas sociedades modernas agem conforme um organismo vivo, onde cada um exerce suas funções para que o funcionamento geral seja positivo. Mas se um dos organismos está enfraquecido ou não está compatível com o seguimento da vida, logo ele será expelido direta ou indiretamente.
R.P.: A possibilidade de se lançar o indivíduo para outro campo social também está fora de cogitação?
X/M: Nestes tempos sim, pois as sociedades são praticamente capitalistas e diferem muito pouco uma da outra. O comunismo voltou ao campo filosófico e o socialismo é ainda uma incógnita.
R.P.: Há diferenças entre o comunismo e o socialismo?
X/M: O comunismo pode ser associado à idéia de utopia que permeia há milênios na filosofia, começando com Platão. Já o socialismo surge em meados do século XIX, como uma resposta a acontecimentos históricos.
R.P.: O teu suicídio então, podemos entender que foi uma libertação de controle social?
X/M: Pode-se dizer que sim. Mas não vamos esquecer que o indivíduo é social por natureza e precisa conviver assim para sobreviver. Porém quando sua identidade é totalmente apagada para o seguimento padrão social, a sociedade já não age de forma social, mas sim de forma individual espalhando apenas uma ideologia. Algumas pessoas ainda teimam em enxergar os fatos sociais com certa surpresa e os afastam de sua compreensão. É apenas analisando estes fatos como coisas que vamos exercer um pensamento lógico e objetivo sobre a sociedade que nos cerca.
R.P.: Ok. Queremos agradecer o seu empenho em nos conceder estas explicações. Nossos leitores, mesmo que não acreditem em espiritismo, com certeza vão tirar algo dessa conversa.
X/M: Não acredito em espiritismo também, mas é do meu interesse exercer esta função social e era uma oportunidade rara. Então, eu que agradeço o papel de vocês.

quarta-feira, 6 de abril de 2011

Resenha - Castro

Capa da edição Brasileira
Depois da prévia que fiz aqui sobre a HQ Castro, era questão de tempo para que uma resenha fosse realizada. Sem mais lero-lero, vamos à ela.

A obra é dividida em três capítulos, uma pequena introdução e um epílogo. Em todas as partes (menos o epílogo) estaremos sobre a ótica do fotojornalista alemão Karl Mertens, que ao ler uma entrevista que Fidel Castro deu ao New York Times durante sua estadia em Sierra Maestra, resolveu ir para Havana registrar os momentos que a revolução cubana vivia. É ele quem narra a HQ. Ao alcançar o acampamento de Fidel, Karl conhece alguns dos guerrilheiros e estes lhe contam as histórias de Fidel. Desde sua infância até o atual momento, a primeira parte serve para apresentar aos leitores um jovem e abastado Castro, filho de fazendeiros. Logo na infância já vemos ali um jovem convicto e teimoso, indo de frente com a ordem estabelecida em seu entorno. Um exemplo: aos 12 anos, Fidel já instigava os funcionários de seu próprio pai a se rebelarem através de greves, que reivindicavam melhorias nas condições de trabalho dos camponeses. Vale lembrar que o autor Reinhard Kleist recorreu ao biógrafo Volker Skierka, especialista na vida de Castro, para dar mais veracidade aos relatos enquadrados. Vemos a formação acadêmica do revolucionário e seus primeiros embates com os graúdos que comandavam Cuba naquele momento. Por ser uma obra que mistura ficção aos fatos, Kleist até brinca com isso ao inserir um dos mafiosos mais famosos do mundo em uma das cenas. Fica claro, então, que nesta primeira parte somos apresentados ao passado de Castro e como se deu sua formação revolucionária. Os problemas de Cuba são claros, quando é  refém de gangsteres americanos, que fazem do país o seu quintal lucrativo, com o pretexto de gerar dinheiro e empregos. Também lemos o primeiro encontro do líder cubano com um jovem argentino de convicções parecidas, porém mais globais, chamado Ernesto. Somos apresentados também à um Fidel mulherengo, que encanta as mulheres, mas parece não ama-las como ama a revolução, deixando-as amarguradas, enciumadas, distantes e, em alguns casos, vingativas. De forma sútil, também vemos o lado amoroso do protagonista, ao se apaixonar por Lara, uma guerrilheira que acredita nos ideais de Fidel.

Capa orginal
Na segunda parte, somos lançados ao êxito da revolução com a renúncia de Fulgencio Batista. O foco desta parte é a formação política que se da na Cuba pós-revolução. A ascensão de Castro ao tornar-se chefe de Estado, as primeiras desavenças com o governo norte-americano, a aliança com a União Soviética, as duvidosas atitudes do sistema aos chamados contrarrevolucionários e as sanções que foram impostas ao país, refletindo em controles sociais. Porém agora muitos mais da ótica do povo, representados pelo protagonista e seus amigos, do que de uma ótica narrada. As coisas parecem acontecer de fato nesta parte. Aqui podemos dizer que o caráter de Fidel é colocado em questionamento, mas não de forma vil. Os contra-argumentos do líder cubano não permitem que seus ideais sejam manchados, ao comparar suas atitudes com a de outros países. Kleist consegue humanizar aquele que muitos tratam como um ser mitológico. Há uma certa ironia do autor ao descrever as inúmeras tentativas de atentado à Castro, quando as retrata com desenhos de estilo infantil, como que demonstrando a mentalidade dos anti-Castro. Chama a atenção também o encontro de Castro com o então vice-presidente americano Nixon, que já agia de formas maquiavélicas e não públicas no governo de Eisenhower. Durante o entrave, há uma "quebra" dos quadros demonstrando ali o racha entre os dois governos. A famosa Crise dos Mísseis é retratada através da ótica de Fidel, que foi deixado de lado das negociações entre EUA e URSS. Nota-se na segunda parte, um distanciamento de Castro com seu povo, ao contrário da primeira parte, onde estamos muito focados no seu passado. Parece que quase não há empatia para com o líder cubano. Isso é sentido ao vermos vários dos homens de confiança da revolução cubana, debandarem ou desaparecerem misteriosamente.

Imagem do site oficial do autor

Na terceira parte, o tempo avança abruptamente e estamos já em 2010 com o protagonista e narrador já velho e suas expectativas com a Cuba socialista. É um capítulo bem menor, talvez pela dificuldade em se estabelecer um futuro certeiro para o país. Com a renúncia de Fidel e sua vida chegando ao fim, é possível dizer que o socialismo em Cuba está perto do fim? São perguntas que ficam no ar.

Uma das páginas da edição brasileira

Talvez o ponto negativo da HQ seja em não aprofundas nos personagens fictícios propostos por Kleist. Em certos momentos eles se tornam desnecessários e pouco profundos. O protagonista é realmente Karl Mertens ou Castro? Como material histórico, Castro é impecável. Portanto, acho que a obra funcionaria mais como uma biografia do que uma narrativa de ficção. O ponto de vista de Karl fica muito subjetivo quando este mistura-se com os fatos históricos. 

Em termos técnicos, a 8INVERSO faz um bom trabalho com papel e impressão, mas peca em poucos momentos na parte de revisão ortográfica, mas nada que comprometa o entendimento do leitor. A capa brasileira, na minha opinião faz mais jus à Fidel do que a original. Para quem tem curiosidade sobre a vida de Fidel Castro e os acontecimentos desde a revolução cubana até sua tomada ao poder da ilha, é uma leitura rica em detalhes e uma nova forma de enxerga-lo através da ótica única dos quadrinhos.

Dados Técnicos:

Autor: Reinhard Kleist
Tradução: Margit Neumann e Michael Korfmann
Páginas: 288
Preço: R$ 51,00

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Topo 10+1 - Melhores Adaptações de HQ's para o Cinema

Vamos pro meu segundo Topo. Vou unir duas das coisas que tenho mais facilidade para descorrer em questão de arte: Cinema e Quadrinhos. Pra quem ainda não entendeu a posição +1, eu explico: é um mérito especial, que a torna mais que as outras posições. Explicado? Bora lá então...

Nos últimos anos, tem sido enorme o crescimento de adaptações de quadrinhos para cinema. Esse ano não será diferente, onde contaremos com quatro grandes adaptações: Thor, Green Lantern e X-Men: First Class. Entre reais obras de arte e bombas de bosta, resolvi elencar as 10 que acho as mais importantes e bem executadas.

10 - Homens de Preto




Acho que esse será uma surpresa pra maioria de vocês. Sim, Homens de Preto tem suas origens nos quadrinhos. Lançada em 1990, "The Men In Black" contava a história de uma organização que tinha como princípios básicos caçar qualquer atividade super-humana na Terra e elimina-la. Tudo isso para moldar o nosso planeta de acordo com os interesses da agência. O tom é muito mais sombrio do que o do filme, não? Mas funcionou muito bem, dando uma grande popularidade que a HQ nunca teve.


9 - Homem de Ferro


Com certeza este filme foi uma das maiores surpresas do ano de 2008. Todos tinham uma grande expectativa com O Cavaleiro das Trevas. Mas Robert Downey Jr e seu Tony Stark (ou Tony Stark e seu Robert Downey Jr.) chegaram por fora e mostraram grande competência com um filme leve e divertido, porém tocando em questões delicadas como o mercado bélico e suas ironias. Jon Favreau mostrou-se um diretor surpreendente e nada bobo. Imaginem o que ele teria feito com Homem de Ferro 2 se houvesse mais tempo? Ele já mostrou-se descontente com os prazos da sequência e a fez mesmo assim. Agora, por que será que Favreau abandonou a direção do terceiro filme?


8 - X-Men



Acho que coloquei este mais pelo contexto do que pela qualidade da película em si. Não que X-Men seja um filme ruim de doer. Serviu muito bem para introduzir o que viria a ser uma trilogia. Mas como eu disse, é o contexto que importa aqui. X-Men foi lançado em 2001 e ajudou muito ao reaquecer as adaptações de quadrinhos, que estavam no limbo desde o fatídico Batman & Robin de Joel Schumacher, que foi a gota d'água para os estúdios. Não vamos esquecer também que o filme dos mutantes foi o primeiro blockbuster de personagens da Marvel, sendo muito bem recebidos pelo público.

7 - Estrada Para a Perdição



Também mais um que passa despercebido como adaptação de quadrinhos.  A história praticamente é a mesma contada no filme, mas acredito que o filme tenha trabalhado muito melhor as relações entre os personagens e acrescentando o personagem de Jude Law que não havia na HQ. A parte religiosa, que é algo recorrente nos quadrinhos, teve menos importância no filme, o que achei positivo. Mais um caso em que a adaptação para o cinema ficou mais popular que a obra original.

6 - Batman



A primeira ida do homem morcego aos cinemas blockbusters foi muito bem sucedida. Tim Burton fez um trabalho competente, usando muito das origens pulps de Batman. Ambientando o filme num clima noir, com direito aos capangas utilizando-se das famosas Thompsons (metralhadoras), o sucesso foi imediato apesar das ressalvas à Michael Keaton no papel de Bruce Wayne/Batman. Particularmente, acho que Keaton fez um papel competente, tirando a parte física. Precisa-se que eu comente sobre Jack Nicholson como Coringa?

5 - Homem-Aranha



Esse por vezes estaria na primeira posição do meu Topo. Eu cresci tendo Homem-Aranha como meu super favorito. E quando o filme saiu, foi de chorar. Sam Raimi fez um ótimo trabalho nessa adaptação, fazendo um filme divertido e emocionante, o que sempre foi a proposta do Homem-Aranha. Com o meu amadurecimento pessoal, esse filme foi deixando de ser meu favorito, mas não perde a importância pelo seu trabalho redondo e competente. É um exemplo de filme simples, porém bem feito.

4 - Homem-Aranha 2




Quase redundante, mas tem uma grande explicação para isso aqui. Neste filme, Sam Raimi praticamente fez um repeteco da trama anterior com algumas recalchutadas bacanas que talvez tivessem faltado no primeiro filme. Alguns diálogos foram melhorados, os efeitos ficaram um pouco melhores. Não houve aqui uma mudança enorme, mantendo a simplicidade da história. Faz sentido Homem-Aranha 2 estar uma posição à frente de seu predecessor. É o mesmo só que um pouquinho melhor

3 - X-Men 2



Diferente dos dois filmes do aracnídeo, a sequência de X-Men teve grandes melhoras. A começar pela atuação de Hugh Jackman que finalmente sentiu-se a vontade em seu Wolverine. A trama também desenvolve-se, aprofundando no ponto de vista social. Quando a equipe de Charles Xavier junta-se com o que seria o protótipo dos Acólitos, equipe de mutantes liderada por Magneto e seu ideal de supremacia do gene X, somos forçados a questionar quem são os verdadeiros vilões ou se realmente existem vilões no mundo. Os efeitos visuais evoluem ao nos depararmos com as garras de Wolverine muito verossímeis e o fogo de que Pyro maneja. Ah sim, e a cena bacana da bala na testa de Logan sendo extirpada.

2 - Batman Begins



Com o sucesso das adapatações de quadrinhos nos anos 2000, vimos apenas grandes sucessos dos heróis Marvel. A DC estava ficando para trás e pouco se ouviu de seus projetos cinematográficos. Foi quando anunciaram o reboot da franquia Batman. Aqui era um perigo, pois a queda realmente foi danosa com o já dito Batman & Robin. Mas Christopher Nolan acertou novamente quando em 2005, Batman Begins chegou aos cinemas mundiais sem decepcionar. O recomeço era nítido e a temática muito mais séria e realista ficou escancarada, trazendo alívio e esquecimento das merdas feitas por Joel Schumacher. Christian Bale por hora, é o Batman definitivo, trazendo ironia e sentimento para o dúbio Bruce Wayne. Afinal, quem é a máscara? O empresário ou o morcego?

1 - Superman



Muitos desconhecem este filme. Essa geração pouco se lembrará do homem que mostrou que voar era possível. Esta para mim, é a adaptação mais fiel de quadrinhos já realizada na história, tanto visualmente como ideologicamente. Será difícil supera-la, que fique claro. Os tempos são outros, os personagens já sofreram mil mudanças de caráter. Mas naquela época, Superman ainda era Superman. O escoteiro, o homem de cueca por cima das calças. A película realizada em 1978, trouxe toda a inocência da era de ouro do herói. Christopher Reeve em seu duplo papel, conseguia diferenciar perfeitamente Clark Kent de Kal-El. Marlon Brando como Jor-El, pai kriptoniano de Kal, é de uma presença forte e inesquecível. Margot Kidder como a irreverente Lois Lane, trouxe um dinamismo à trama inigualável. Richard Donner fez o impossível na época (e até hoje para alguns diretores, infelizmente): Ele nos fez acreditar que Superman era real.

+1 - O Cavaleiro das Trevas


Se Superman é a adaptação mais fiel dos quadrinhos, O Cavaleiro das Trevas é a adaptação perfeita, na minha opinião. Vejam bem, fidelidade e perfeição são muito diferentes. Christopher Nolan pegou conceitos de anos de Batman, mas utilizou-se disso apenas como referências visuais e um pouco na formação de caráter dos personagens. Porém, o que há nessa sequência de Batman Begins é a capacidade filosófica que ela lança ao indivíduo, apropriando-se de conceitos da nossa realidade. O bem vs. O mal. Mas e quem está no meio? Como se porta nessa guerra? Teria de fazer uma extensão para explicar as tiradas incríveis que este filme lança sem parecer piegas. Para mim, a melhor obra de Christopher Nolan. E claro, a melhor adaptação de HQ para cinema...por enquanto. Quem sabe o terceiro filme possa superar?

É isso aí galera, se gostaram opinem. Se não gostaram, opinem e acrescentem a opinião de vocês. Até a próxima!